13
junho

Marta joga sem patrocínio e usa chuteira com símbolo por equidade de gêneros

Postado em junho 13, 2019 por Marcativa Comunicação

Créditos: Reprodução Instagram @goequal_

O segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo Feminina não foi marcado só pela derrota para a Austrália. Após fazer o primeiro gol de pênalti da seleção na partida, a jogadora Marta comemorou apontado para a chuteira que estava usando. O calçado preto não exibia nenhuma grande marca, mas sim um símbolo de igualdade entre os gêneros no esporte e na sociedade.

Créditos:Jean Paul Pelissier | Reuters

Nesta Copa do Mundo, Marta está jogando sem patrocínio, pois as marcas ofereceram para ela uma quantia muito abaixo do que oferecem para os jogadores do time masculino. Em protesto, a jogadora que já foi eleita seis vezes a melhor do mundo, usou a chuteira preta e lançou a iniciativa #GoEqual em campo.

Créditos: Reprodução

O perfis em redes sociais do projeto foram lançado algumas horas antes o começo da partida. Em uma das fotos postadas, a legenda dizia:"Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pelo qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais. #GoEqual Pela equidade de gênero nos esportes".

Com o gol que Marta fez hoje, ela se tornou a primeira, entre homens e mulheres, a fazer gols em cinco Copas do Mundo. A atleta também está empatada com o alemão Miroslav Klose como maior artilheira do campeonato: cada um tem 16 gols. Ao ser entrevistada sobre o feito, Marta disse que "isso é uma igualdade de todas nós, de todas as mulheres. Eu não gosto de falar, só gosto de mostrar", disse, apontando novamente para o calçado.


04
junho

The North Face "hackeia" a Wikipédia para ficar no topo do Google

Postado em junho 04, 2019 por Marcativa Comunicação

Crédito: The North Face

Para as marcas, aparecer no topo dos resultados de busca do Google é imprescindível. para converter estratégia digital em venda, ou no mínimo, captação de dados dos seus clientes. De acordo com o Zero Limit Web, os cinco primeiros resultados que aparecem no Google, somados, recebem 68% dos cliques dos usuários. Ou seja, se está no topo, o conteúdo tem maior chance de impactar diretamente o usuário na decisão de compra ou escolha futura por aquela marca.

Até por isso, a marca de roupas The North Face "usou” a galeria de fotos da Wikipédia, enciclopédia web colaborativa, para inserir imagens de seus produtos em locais turísticos do mundo que tivessem conexão com o estilo outdoor da marca. Inclusive no Brasil, em Serra Fina, Minas Gerais. Assim, ao buscar o destino no Google, uma das primeiras imagens que aparece é a fotografia do local com ummodelo usando roupas e equipamentos da marca. Genial? Veja bem, a campanha não pegou bem.

Crédito: The North Face

A campanha criada pela Leo Burnett Tailor Made, intitulada “Top of Images”, logo apareceu no  AdAge , um dos maiores portais de propaganda do mundo. Na introdução do vídeo case, a agência faz uma pergunta: como fazer uma marca aparecer no Google em primeiro lugar sem pagar nada por isso? E ainda completa afirmando que fez “ o que ninguém fez antes” sem chamar a atenção dos moderadores da Wikipédia. 

Porém, a campanha foi criticada principalmente pela Wikimedia Foundation, entidade filantrópica que faz curadoria de conteúdo dentro da Wikipédia, que divulgou uma nota oficial sobre a estratégia da agência, no qual classificou como “golpe”. Confira um trecho do comunicado:

“Ontem, ficamos desapontados ao saber que The North Face, uma empresa de produtos para recreação ao ar livre, e a Leo Burnett Tailor Made, uma agência de publicidade contratada pela The North Face, manipularam de forma não ética a Wikipédia. Eles colocaram em risco sua confiança em nossa missão para um golpe demarketing de curta duração. Num vídeo sobre a campanha, Leo Burnett e The North Face se gabaram de que “fizeram o que ninguém fez antes… trocamos as fotos da Wikipédia pelas nossas”, “pagando absolutamente nada, apenas colaborando com a Wikipédia”.

Já a The North Face postou em seu twitter: 

“Nós acreditamos profundamente na missão da @Wikipedia e pedimos desculpas por realizar uma atividade inconsistente com esses princípios. Nós encerramos a campanha imediatamente e, daqui pra frente, nos comprometemos a garantir que nossa equipe e parceiros sejam melhor treinados em relação à políticas do sites"

Crédito: The North Face

Depois do episódio, há uma sessão “controvérsias” na Wikipédia, que relata o jeitinho dado pelas duas empresas na tentativa de se fazerem ser vistas e acharem seu espaço na congestionada internet. “The top of images” abriu um precedente para campanhas digitais. Há um limite na criação de uma campanha que deve ser respeitado, principalmente, quando esta põe em risco a confiança de uma outra organização, tal como a Wikipédia, que luta por ter mais credibilidade junto aos seus usuários. Estremecer a relação com o Google, uma das maiores empresas do mundo, é mais ingenuidade que vanguardismo. E se a agência não tivesse divulgado o vídeo case? E se o ego dos publicitários que criaram a campanha não fosse inflado o suficiente para manter o jeitinho em segredo?“Hackear o sistema” é a tônica da nova publicidade. Marca e agência apostam em campanhas arriscadas, mas que continuam deixando o rastro da estratégia na web. Sem dúvida, a agência flerta com o genial, porém esbarra em limites éticos e morais.